{"id":361,"date":"2017-02-07T17:28:07","date_gmt":"2017-02-07T16:28:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.travessa-estrela.com\/wordpress\/?p=361"},"modified":"2020-11-15T11:59:12","modified_gmt":"2020-11-15T10:59:12","slug":"fragmentos-nota-do-autor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.travessa-estrela.com\/wordpress\/fragmentos-nota-do-autor\/","title":{"rendered":"Fragmentos (Nota do autor)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.travessa-estrela.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fragmentos_book1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-79\" title=\"fragmentos_book1\" src=\"http:\/\/www.travessa-estrela.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fragmentos_book1-300x217.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/www.travessa-estrela.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fragmentos_book1-300x217.jpg 300w, https:\/\/www.travessa-estrela.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/fragmentos_book1.jpg 924w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"shortcode-block-quote-center\" style=\"color:#999999\">Nota do autor<\/div>\n<p>Esta colet\u00e2nea demorou muito para chegar a serimpressa \u2013 e mesmo assim, no meio de d\u00favidas e hesita\u00e7\u00f5es, depois de longas interrup\u00e7\u00f5es e algumas resmas de papel rasgado. Algu\u00e9m, com certeza, dir\u00e1 que deveria ter destru\u00eddo estes trabalhos tamb\u00e9m \u2013 eu decidi conserv\u00e1-los, muito embora n\u00e3o tenha alguma certeza de ter escolhido a op\u00e7\u00e3o certa. S\u00e3o exerc\u00edcios po\u00e9ticos escrevinhados e revisados ao longo de mais de vinte anos; anos de idas e voltas, de amizades t\u00e3o fortes que at\u00e9 hoje atravessam tempo e espa\u00e7o; de cumplicidades sempre renovadas e, para mim, mais do que preciosas.<\/p>\n<p>De fato, a primeira parte, L\u00e1pis, j\u00e1 apareceu, gra\u00e7as \u00e0 benevolente amizade de Liz Mercadante, na revista liter\u00e1ria on line \u201cO Caixote\u201d, v\u00e1rios anos atr\u00e1s, com uma introdu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o achei necess\u00e1rio reproduzir aqui. Devo confessar que n\u00e3o me retive e corrigi novamente v\u00e1rios poemas daquela primeira edi\u00e7\u00e3o. Enfim, dei a este livro o t\u00edtulo de \u201cfragmentos\u201d, o mesmo da sua parte central, a mais recente.<\/p>\n<p>Dedico este \u201cFragmentos\u201d aos meus amigos do Brasil e de Bel\u00e9m em particular. Alguns j\u00e1 nos deixaram \u2013 cedo demais, para n\u00f3s todos. Em primeiro lugar, s\u00e3o eles que eu quero lembrar. At\u00e9 agora, que estou escrevendo esta nota, sinto a falta da abismal erudi\u00e7\u00e3o, da extraordin\u00e1ria fineza e sensibilidade art\u00edstica de Benedito Nunes, da contund\u00eancia po\u00e9tica do verbo de Max Martins, das sugest\u00f5es \u00e0s vezes ir\u00f4nicas de Maria L\u00facia Medeiros.<\/p>\n<p>Por minha sorte, h\u00e1 os que ainda correspondem comigo, afetos imperd\u00edveis, irm\u00e3s e irm\u00e3os a quem muit\u00edssimo devo, humana e literariamente. \u201cA arte \u00e9 uma somat\u00f3ria de d\u00edvidas\u201d, disse-me uma noite Benedito Nunes, com a simplicidade que lhe era pr\u00f3pria. N\u00e3o sei se os meus poemas s\u00e3o verdadeiramente arte, cria\u00e7\u00e3o,\u201cpoiesis\u201d, mas espero que sirvam para pagar uma pequena parte das minha d\u00edvidas. Se este livro tem algum valor, \u00e9 por m\u00e9rito de todos esses amigos, que sempre lembro com profunda saudade, um por um. A todos eles, vai a minha mais sincera gratid\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Lugano,24 de fevereiro de 2013<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta colet\u00e2nea demorou muito para chegar a serimpressa \u2013 e mesmo assim, no meio de d\u00favidas e hesita\u00e7\u00f5es, depois de longas interrup\u00e7\u00f5es e algumas resmas de papel rasgado. Algu\u00e9m, com certeza, dir\u00e1 que deveria ter destru\u00eddo estes trabalhos tamb\u00e9m \u2013 eu decidi conserv\u00e1-los, muito embora n\u00e3o tenha alguma certeza de ter escolhido a op\u00e7\u00e3o certa. 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At\u00e9 agora, que estou escrevendo esta nota, sinto a falta da abismal erudi\u00e7\u00e3o, da extraordin\u00e1ria fineza e sensibilidade art\u00edstica de Benedito Nunes, da contund\u00eancia po\u00e9tica do verbo de Max Martins, das sugest\u00f5es \u00e0s vezes ir\u00f4nicas de Maria L\u00facia Medeiros. Por minha sorte, h\u00e1 os que ainda correspondem comigo, afetos imperd\u00edveis, irm\u00e3s e irm\u00e3os a quem muit\u00edssimo devo, humana e literariamente. \u201cA arte \u00e9 uma somat\u00f3ria de d\u00edvidas\u201d, disse-me uma noite Benedito Nunes, com a simplicidade que lhe era pr\u00f3pria. N\u00e3o sei se os meus poemas s\u00e3o verdadeiramente arte, cria\u00e7\u00e3o,\u201cpoiesis\u201d, mas espero que sirvam para pagar uma pequena parte das minha d\u00edvidas. Se este livro tem algum valor, \u00e9 por m\u00e9rito de todos esses amigos, que sempre lembro com profunda saudade, um por um. A todos eles, vai a minha mais sincera gratid\u00e3o. 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